HPV: um mal também masculino

O homem é considerado um transmissor assintomático

Há uma crença muito forte de que o HPV é uma doença exclusivamente feminina, o que não é verdade. Apesar de afetar mais mulheres, o HPV no homem é muito mais comum do que se imagina.

De acordo com um levantamento feito no Brasil, México e Estados Unidos, o vírus afeta cerca de 50% dos homens. Este número pode ser um sinal de descuido dos homens, justamente por acreditarem que é uma doença exclusivamente feminina.

Por isso, é fundamental fazer exames regulares e tomar os cuidados necessários, já que o HPV no homem pode ser silencioso e resultar em um câncer no pênis.

“O homem é considerado um transmissor assintomático, ele até pode apresentar as lesões de HPV, mas muitas vezes apenas microscópicas e está transmitindo sem saber, ocorrendo casos em que o HPV não provoca qualquer sintoma, embora esteja presente”, afirma o urologista Rogério Matos Araújo.

O Papiloma Vírus Humano (HPV) é um dos responsáveis pelas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais comuns do mundo e que nos homens costumam provocar lesões como: verrugas genitais e infecções que atingem a pele do pênis ou ânus e as partes em torno dele, alterações pré-cancerígenas, que podem acarretar em alguns tipos de câncer, como: câncer no pênis, no ânus, na boca, na garganta, nos pés e nas mãos.

A principal forma de contágio do HPV é através da relação sexual desprotegida com outra pessoa infectada, mesmo que essa pessoa não apresente qualquer tipo de verruga ou lesão na pele. Deste modo, o HPV pode ser transmitido através do sexo vaginal ou oral.

“As melhores formas de prevenir a infecção por HPV continuam sendo o uso de preservativos em todas as relações sexuais e a vacinação contra HPV, que pode ser feita gratuitamente pelo SUS por todos os meninos entre 9 e 14 anos”, acrescenta o urologista.

O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que esteve infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, é necessário tratamento, que pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado.

“Apesar de não apresentar sintomas nos homens na maioria dos casos, em outros o diagnóstico é feito após notar alguma verruga ou lesão no pênis. Por isso, a recomendação é procurar um urologista frequentemente para os exames de rotina. E, aqueles homens que notarem verrugas no pênis ou ânus, devem consultar seu urologista imediatamente”, conclui Araújo.

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