Eleitores sem renda, desempregados e até mortos doaram R$ 22 mi

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O núcleo de inteligência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou vários indícios de fraude em 7 mil casos constantes na prestação de contas nas eleições deste ano, em todo o país. As possíveis irregularidades ultrapassam o montante de R$ 22 milhões. As informações são do G1.

Há quase quatro mil doações de desempregados – que teriam aplicado R$ 15,9 milhões nas campanhas-, além de 782 eleitores sem renda suficiente e foram responsáveis por financiar candidatos em R$ 6,4 milhões. Outros cinco mortos teriam desembolsado R$ 6,8 mil.

Há outros indícios de fraude, como 775 fornecedores sem registro de atividade comercial ou cadastro na Receita Federal (R$ 1,3 milhão) e 217 empresas cujos sócios têm algum parentesco com os candidatos (R$ 471 mil).

Os dados coletados pelo TSE – que conta com parceria de órgãos federais – serão repassados aos juízes das zonas eleitorais, nos municípios, que decidirão sobre novas diligências.

Mais de 10 mil candidaturas são indeferidas pela Justiça Eleitoral

Mais de 10 mil postulantes ao cargo de vereador, prefeito e vice-prefeito em todo o Brasil tiveram a candidatura indeferida. Os dados são da Justiça Eleitoral.
De acordo com o portal G1, se forem somados os falecimentos e as renúncias, o número de candidatos inaptos supera os 16,5 mil. A maior parte, no entanto, cerca de 10,6 mil casos, é formada por candidatos que não poderão concorrer porque não atenderam a algum requisito legal.

Os candidatos inaptos representam cerca de 2,9% do total de casos analisados, um percentual, por enquanto, menor que o registrado em 2016 (3,4%). O prazo final para a conclusão dos julgamentos termina nesta segunda. Mas 112 mil pedidos ainda aguardam parecer da Justiça Eleitoral.

Pelos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o principal motivo das cassações ou indeferimentos é a “ausência de requisito de registro”, com 75,9%. Como uma única candidatura pode ser barrada por mais de um motivo, o número total supera o de candidatos indeferidos.

>A segunda principal razão para rejeição dos pedidos de registro é a Lei da Ficha Limpa, com 11,2%. Segundo a lei, políticos condenados por abuso de poder político e econômico ficam inelegíveis por oito anos. A segunda principal razão para rejeição dos pedidos de registro é a Lei da Ficha Limpa, com 11,2%. Segundo a lei, políticos condenados por abuso de poder político e econômico ficam inelegíveis por oito anos.